Santos: a Bolsa Oficial de Café

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 Em passagem de um dia – ou melhor, uma tarde – em Santos optei por conhecer um pouco do centro histórico para otimizar ao máximo minha passagem por lá.

É claro que não pude deixar de conhecer um espaço que sempre tive vontade de verificar mais de perto:

Bolsa de Café

Abaixo, temos a construção de costas.

Conhecer a Bolsa de Café de Santos é aprender um pouco mais sobre a história de São Paulo. Sabemos que a capital se desenvolveu a partir da cultura do café em meados do século XIX.

A Bolsa de Café começou a funcionar em 1917, mas nesse prédio suntuoso apenas em 1922, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil.

A economia cafeeira era estrutural para o desenvolvimento da cidade, pois o café era também um ativo financeiro cotado em bolsa de valores, por isso a Bolsa de Café. Na imagem acima temos um painel de cotação.

O principal espaço (e também o mais surpreendente e imponente) é a Sala dos Pregões.

Essa suntuosa sala nos faz lembrar um tribunal. As atividades que ocorriam aqui não deixam de ter semelhança com um julgamento. Eram 70 cadeiras para corretores e 4 para síndicos. O desenho octogonal do mobiliário é para representar a hierarquia da Bolsa. 

Percebam a mesa da presidência (em vermelho) e 7 poltronas para o Presidente, direção e visitantes. Nesse espaço apenas corretores oficiais da Bolsa podiam atuar. Esses profissionais eram nomeados pelo Estado depois de passarem por diversas exigências burocráticas e de pagarem fiança em dinheiro.

Na imagem acima, vemos que atrás da mesa da presidência há algumas obras de arte. São todas de Benedito Calixto.

As três obras representam a Vila de Santos idealizada, em 1822. Além dessas pinturas, Calixto também foi o responsável pelo vitral da imagem abaixo.

Vejam o vitral completo, onde há imagens mitológicas que se mesclam com parte da história de São Paulo.

 Parte das atividades da Bolsa de Café cessaram na década de 1960; outras duraram até fins da década de 1970.  Em 1986 houve a extinção da Bolsa Oficial de Café (via decreto do governador) e no palácio foi criado o Museu do Café.

Além da Sala dos Pregões, que se mantém como exposição permanente, no museu aprendemos a história do café, passando por seu cultivo…


… pelos instrumentos de plantio, colheita e preparação do grão…. 

… e até aprendemos sobre os diferentes grãos de café. 

Vemos também documentos sobre os procedimentos de pregão da antiga Bolsa. 

No andar superior, aprendemos a história do café no mundo, paralelamente com acontecimentos históricos que marcaram as diferentes épocas e o impacto deles à economia cafeeira.  

 Há também mais objetos que explicam o comércio de café.

 

Gostei bastante de uma sala onde há inúmeros anúncios e propagandas sobre a bebida e estabelecimentos para bebê-la, ou seja, café e Cafés.

 Vejam só o Café Camões.

Também há um espaço que explica a arquitetura do edifício.

 Uma paradinha na janela para espiar a rua.

Agora a Bolsa Oficial de Café no contexto da cidade. 

 Fiquei muito contente com esse passeio, pois sempre quis conhecer esse espaço.

Muito +

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