São Paulo que vale a pena, n.6: arte pública – #2

0 Flares 0 Flares ×

Se você é como eu, que adora perambular pela cidade e se deparar com uma obra de arte, vem comigo!

No primeiro SPVP arte pública, percorremos a área bem central da cidade, sobretudo a região da Sé. Nesta segunda parte, vamos fazer um city tour virtual narrativo pela região da Luz.

Ao tentar sair da enorme estação de metrô, ou de trem, da Luz você pode não ter botado reparo numa parede enorme e colorida que há por lá. Tem muita gente indo e vindo, eu sei… É difícil ter olhos espertos para arte quando questões essenciais de infraestrutura quotidiana nos faz sofrer. Mas tente! Vale a pena! Pois bem, se você nunca reparou, mas tem vaga lembrança de ter visto esta imagem: 

Epopeia Paulista, Maria Bonomi

… aviso a você que é um painel de Maria Bonomi, a Epopeia Paulistana, de 2005. Se um dia tiver tempo, repare que nos desenhos em baixo relevo dessa obra a autora está expressando o que é viver em São Paulo. Viu como ela te entende? Não tá fácil para ninguém.

Saindo da estação, não há como não notar que há um parque bem em frente à ela, é o Parque da Luz . Já entrou lá? Não? Então vamos!

O Parque não é grande, mas é repleto de esculturas. Já reparou em alguma, caso já tenha entrado lá? Bem, dentre tantas coisas bonitas, destaco esta:

DSC_0092

… é a Carregadora de perfume ou Portadora de perfume, de Victor Brecheret, de 1923/1924. Linda, não? Gosto das formas arredondadas desse artista.

Outra obra que destaco desse Parque é essa:

DSC_0090

Já viu algo parecido? Com certeza, sim. Principalmente se tiver lido o primeiro SPVP arte pública. É uma obra de Amílcar de Castro. Ele sempre trabalha com metal de uma peça só, mas que parece ser mais de uma porque é cortado e posto em equilíbrio de forma que podemos considerar um pouco inusitada.

Ainda no Parque, vemos essa escultura que lembra o traço de Di Cavalcante. Mas não é.

DSC_0094

Essas são as Três Jovens (a terceira está atrás), de Lasar Segall. Não encontramos obras desse artista tão facilmente por aí. Acho que essa é uma oportunidade de conhecer seu trabalho mais de perto. Gratuitamente.

Saindo do Parque e seguindo sentido Praça Princesa Isabel, tentamos evitar a tristeza de ver como essa região está mal cuidada. Tem uma estrutura ótima e foi região da elite nos tempos áureos do café. Vemos tanta coisa desleixada por essa região que nem temos vontade de levantar os olhos para reparar nas coisas. Até encontrar um grande monumento.

DSC_1027

Esse é o Monumento a Duque de Caxias, também de Brecheret, feito em . Essa obra tem quase 50 metros de altura e foi concebida para ficar no Vale do Anhangabaú, mas está na Praça Princesa Isabel. É enorme! Difícil não reparar nela. Até quem tem vista cansada é capaz de notá-la.

Agora, se não estiver cansado(a), podemos continuar em frente, andar mais uns cinco quarteirões, virar na Avenida São João, sentido República, andar mais dois quarteirões até chegar ao Largo do Arouche.

O que encontramos aqui? Mais uma obra de Brecheret, a terceira dele deste post. 

DSC_0253

Aqui temos a obra Depois do banho (1932). Sempre confundo essa obra com outra também dele, a Eva. Não é muito Eva essa mulher? Acho que essa é Eva depois do banho.

Cansado(a)? Eu também. Por hoje é só, mas haverá mais SPVP arte pública por aqui. Aguardem!

+ Dicas

No site Monumentos de São Paulo há uma relação de arte pública da cidade. Você pode filtrar a busca por bairro, região, artista… Passa lá para conferir.

Muito +

Veja toda a série São Paulo que Vale a Pena

Veja a série Conhecer São Paulo

Veja a série Comer em São Paulo