São Paulo que vale a pena, n.6: arte pública – #1

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Para provar que há muita beleza em São Paulo, porém somente conseguimos alcançá-la se não tivermos vista cansada, seguem algumas obras-monumentos que estão espalhadas pela cidade. Não me refiro a obras de museu, pois num acervo de museu a obra já está em seu habitat. Tenho certeza de que quem mora em São Paulo vai reconhecer a maior parte dessas imagens, mas nem sempre saberia dizer a localização  e/ou o autor da obra.

Este city tour virtual narrativo vai começar pela Praça da Sé. Antes de mais nada, vamos ao mapinha, que é maleável, aumenta e diminui a seu critério.

Vejam a catedral, que já é uma obra de arte, mas já falamos dela neste blog.  

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 Por isso, agora trataremos dos arredores, a começar pela estação de metrô Sé. Já viram a imagem abaixo?

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Vejam mais de perto. É uma obra de arte da Renina Katz (sem título). Esse painel é composto por 55 lâminas de concreto. A pintura foi feita em tinta acrílica.

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O que é interessante nele é seu efeito visual. Temos percepções diferentes a depender de como nos posicionamos diante dele. Um efeito ótico incrível.

Resolvi destacar apenas essa, mas há várias outras obras de arte nesse metrô, veja-as aqui

Saindo do metrô, mas ainda na Praça da Sé, vemos um jardim de esculturas com várias obras grandes e chamativas, a da imagem abaixo se chama Diálogo.

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Dentre todas as obras que vocês podem conferir aqui, destaco a de Amílcar de Castro (sem título). Esse artista sempre brinca com formas, insinuando o côncavo e o convexo. Normalmente extrai formas de apenas uma chapa de metal. Há vários trabalhos dele pela cidade afora.

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Atravessando a Praça da Sé, seguimos pela Rua Direita, viramos a primeira rua à esquerda, Quintino Bocaiúva, e depois a primeira rua à direita, a José Bonifácio. No número 24 está um prédio projetado, na década de 1950, por Oscar Niemeyer, o edifício Triângulo. Contudo, o edifício é mais famoso por pela famosa obra de Di Cavalcante.

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 Percebam o detalhe remendado, logo na parte de baixo.

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 O pequeno desastre se deu porque alguns moradores de rua, na década de 1990, fizeram uma fogueira para se protegerem do frio. Como isso não tinha como resultar em coisa boa, o resultado foi o estrado da obra. A solução que deram para a situação – provisória na época, mas que continua até hoje – foi o arremedo de pastilhas de cerâmica que não acompanharam o desenho original, que foi feito com cerâmica  de vidro.

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Com isso, não posso deixar de filosofar: país que não cuida das pessoas também não se importa com a arte. Na imagem acima, está a parte mais preservada da obra, que fica dentro do prédio.

Continuando com o tour, seguimos pela José Bonifácio até chegarmos à Rua São Bento, viramos à direita e chegamos à Praça do Patriarca.

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Nessa praça, embaixo dessa obra/monumento questionável há uma escada rolante que nos conduz à Galeria Prestes Maia. Descemos. Logo ao lado das escadas temos o prazer de encontrar duas esculturas de Victor Brecheret: Graça 1 e Graça 2.

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Saímos da Galeria felizes da vida, atravessamos o Viiaduto do Chá, de onde há um tempo atrás pudíamos ver um grafite d’Os Gêmeos (não há mais nada lá, acho que o apagaram, pintando por cima). Um dia ainda irão perceber a importância da arte. Espero.

Seguimos adiante e chegamos ao Teatro Municipal. É interessante esse Teatro por ser um projeto fabuloso e eclético de Ramos de Azevedo? Sim e não. Já fiz um post sobre esse teatro e lá vocês perceberão as maravilhas arquitetônicas dele. A este post interessam os monumentos e obras de arte. Por isso, dentro do Teatro nos embevecemos com essa obra:

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É a Diana caçadora, de Victor Brecheret. Linda, não?

Saindo do Teatro Municipal, subimos a Rua Cel. Xavier de Toledo até a altura da Biblioteca Mário de Andrade. Mas não é lá que nós vamos; essa Biblioteca será conteúdo de outro post. Do outro lado da rua, há o hotel e o Teatro Jaraguá, onde vemos esse mural de Di Cavalcanti.

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Seguindo adiante, pela Rua da Consolação, viramos à esquerda na Rua Nestor Pestana e no número 125 encontramos o Teatro Cultura Artística, onde há esse lindo painel também de Di Cavalcanti.

Imagem deste link

Infelizmente esse teatro está desativa e necessita ser reconstruído em razão de um incêndio que ocorreu em 2008. Felizmente, o incêndio não destruiu a obra do artista. Esse painel foi a vedete das cerimônias realizadas nos dias 8 e 9 de março de 1950, com concertos realizados por ninguém menos que Villa-Lobos e Camargo Guarnieri. Uau!

Imagem deste link

 Tristemente, atualmente a obra está inacessível ao público, pois o Teatro está todo coberto para a reconstrução.

 Bem, paramos por aqui esse city tour virtual narrativo, mas já adianto que haverá mais duas outras partes em outras regiões da cidade.

+ Dicas

No site Monumentos de São Paulo há uma relação de arte pública da cidade. Você pode filtrar a busca por bairro, região, artista… Passa lá para conferir.

Muito +

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