São Paulo que vale a pena, n.5: Parque do Ibirapuera

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Projetado por Oscar Niemeyer e com jardins idealizados por Burle Marx, o Parque do Ibirapuera foi idealizado para ter oito pavilhões, três lagos, ruas, gramados e jardins numa área total de mais de 1.580.000 metros quadrados. Foi inaugurado em 1954, pouco tempo depois da comemoração do IV Centenário. Tenho a impressão que a cidade de São Paulo, como a conhecemos hoje, surgiu para comemorar seus 400 anos. Basta que voltem às 3 partes do São Paulo que vale a pena, n.1 para comprovarem o que estou dizendo.

Vocês hão de se lembrar que no post sobre os 5 melhores parques que conheci em minhas andanças pelo mundo e citei o Ibirapuera, não é? Vocês podem até não concordar comigo, mas neste post compreenderão minhas razões.

Mas antes de entrarmos  no Parque, não posso deixar de mencionar dois símbolos do local que ficam na parte externa:

Monumento às Bandeiras ou Deixa que eu empurro

Essa famosa obra de Victor Brecheret (Portão 9 do Parque) , tornou-se um dos principais símbolos desse Parque tão emblemático, que marca a vida de tantos paulistanos.

Obelisco

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Mais que um símbolo do Parque, o Obelisco (Portões 1 e 2 do Parque) também é um marco importante para a história de São Paulo e do Brasil. Embaixo dele está o mausoléu dos combatentes da Revolução Constitucionalista (falarei disso em breve por aqui).

 Agora sim, vamos ao Parque! Antes disso, é necessária uma visão geral para nosso city tour virtual narrativo.

Entramos pelo Portão 10 e nos deparamos com um lugar que tem um tipo de acervo que não se encontra facilmente. Estou me referindo ao…

Museu Afro Brasil

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Aqui encontramos informação sobre a África, as Áfricas, trabalho e escravidão, religiosidade afro-brasileira, festas (o sagrado e o profano), história e memória, arte do Século XVIII a arte contemporânea… Enfim, cultura negra.

Indo para a direção de trás do museu, logo encontramos o…

Planetário

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É bem bonito! Aqui temos umas experiências astronômicas bem legais.

Voltamos novamente e seguimos em frente até encontrarmos um pontezinha, onde paramos, tiramos foto… 

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… ou duas…

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… e depois seguimos adiante, chegando à Praça da Paz, onde vemos paisagens assim:

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 E nos deparamos com outra assim:

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Bem perto daqui, percebemos que no Ibirapuera também há prática de alguns esportes, como andar de bicicleta, correr, patinar…

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Resolvemos voltar para o outro lado, onde há mais atrações, atravessamos a ponte novamente e paramos um pouco na…

O Ibirapuera atrai também praticantes de esportes um pouco mais radicais, como o skate, para isso há a…

Marquise

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Esse lugar é tomado por skatistas e praticantes de patins.

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Mas não é só isso, às vezes encontramos umas feirinhas aqui também.

Continuando com a perambulação, vemos uma construção de formato um bocadinho diferente: com uma língua, com um chifre?… não sei, só sei que é o…  

Auditório

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Com 7 mil m² de área construída e 4.870 m² de área projetada, o Auditório nasceu com a vocação para apresentar espetáculos musicais, além de ceder espaço para o desenvolvimento de novos talentos e promover o encontro entre culturas e expressões musicais diferentes, no âmbito nacional e internacional. O lugar abre espaço a artistas que já fazem parte da história brasileira, assim como a jovens que dão os primeiros passos na carreira.

Depois do Auditório, como percurso natural, chegamos à… 

Oca

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Adoro esse espaço! Já vi exposições muito interessantes por aqui. O curioso é que apesar de ter tantos museus nesse Parque, a Oca é a Oca. Insubstituível!

Mais uma vez, seguindo o percurso “natural”, desembocamos no…

Jardim de Esculturas

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Esse jardim circunda a Oca. Adoro passear por essas esculturas. 

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Aqui há obras enormes!

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Atravessando esse jardim, chegamos ao…

MAM

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 Embora seja um Museu de Arte Moderna, o acervo do MAM é de arte contemporânea. Vai entender, né? 

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Nesse museu não costuma haver grandes exposições temporárias. Como a Oca não tem acervo permanente, as exposições temporárias ocorrem lá. Contudo, podemos nos contentar alegremente com o acervo permanente do MAM, além dos cursos oferecidos sobre arte. Já aviso que não são gratuitos. Maiores informações aqui.

Saindo do MAM, chegamos ao prédio da…

Bienal

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Já estive em várias bienais de arte aqui. Embora a arte contemporânea incomode e não agrade tanto, acho importante entrar em contato com esse tipo de expressão artística também.

Como adoro formas e rampas, gosto mais deste lado da Bienal:

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Continuando o percurso, já pensamos em ir para casa e procuramos um portão de saída. Avistamos o Portão 3. É para lá que vamos! Os pés cansados agradecem. Mas, depois do portão há uma passarela. 

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 Toda passarela conduz ao outro lado, certo? E o que vemos?

 MAC

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O Museu de Arte Contemporânea da USP funcionava numa parte do prédio da Bienal, porém, com a mudança do Detran para o centro da cidade, esse espaço também projetado por Niemeyer para compôr o Parque, foi reformado e agora abriga o acervo do MAC.

A ameaça de chuva está forte e é necessário voltar para casa. Até os pés cansados lamentaram a falta de oportunidade de explorar o MAC. Mas, voltei em outro dia, num dia de sol. Vejam a diferença:

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Não estava com muito tempo para explorar melhor e fotografar as esculturas gigantes do MAC. Contudo, não pude deixar de fazer uma coisa: ter acesso a uma vista panorâmica. Nem todo mundo sabe que podemos subir até o último andar do MAC para ter uma vista fabulosa do parque e da cidade. Vejam na imagem abaixo o obelisco desfocado ao fundo.

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No entanto, as melhores paisagens panorâmicas vocês verão nas imagens abaixo.

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Vocês perceberam que a fama do Parque do Ibirapuera não é injusta. Por aqui há muitos meios de entretenimento, de atrações esportivas e culturais. Para ficar perfeito, acho que poderia ter uma biblioteca, como a do Parque da Juventude e a do Parque Villa Lobos.

Muito +

Veja toda a série São Paulo que vale a pena

Veja a série Conhecer São Paulo

Veja a série Comer em São Paulo

Veja o álbum fotográfico do Parque do Ibirapuera