São Paulo que vale a pena, n.1: centro histórico – parte II

Praça das Artes
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No outro post, paramos no Museu Catavento. Para continuar com nosso city tour virtual narrativo pelo centro histórico de São Paulo, agora vamos partir do…

Edifício do Banespa

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O banco não existe mais, no entanto, o prédio e a vista continuam lá. O edifício tem 161m de altura e 35 andares. Do topo desse prédio você tem uma visão panorâmica de 360º da cidade e com um alcance de 40km. Além das paisagens também da poluição da cidade.

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Contudo, como esta série de posts é para tratar das coisas boas de Sampa, creio que no quesito visão panorâmica podemos ficar com a do prédio do MAC do Ibirapuera (aguardem o São Paulo que vale a pena: Parque do Ibirapuera). Saindo do Banespa, podemos rumar em direção ao…

Mosteiro São Bento

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Esse é um espaço bem tradicional da cidade. Todos os dias, às 7h da manhã, os monges beneditinos entram cantando o canto gregoriano. É só uma palhinha. É no domingo, na missa que começa às 10h, que temos uma boa apresentação dos monges. É emocionante!

Na verdade, o mosteiro é um complexo em que há a faculdade São Bento, o Colégio São Bento, uma biblioteca fabulosa, mas na qual só homens podem entrar. É uma pena. Nunca pude ir lá, mas tenho um colega que fez uma pesquisa de mestrado sobre essa biblioteca. No entanto, dentre as atividades paralelas desse complexo, o que faz sucesso mesmo é a padaria do Mosteiro, com pães e doces tão bons quanto caros.

Doce mosteiro-são-bento Imagem deste link

Logo em frente ao Mosteiro, atravessamos a rua e na esquina da  rua Boa Vista com a São Bento temos o…

Café Girondino

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Com três andares e bonita decoração, o Café Girondino é um espaço bonito e aconchegante.

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Não é um local muito barato, mas é agradável e com boa comida, um dos poucos restaurantes a la carte no centro histórico de São Paulo e, principalmente, na região é um dos raros locais abertos para refeição nos fins de semana, sobretudo no domingo.

+ Comer em São Paulo: Café Girondino

Continuando pela Rua São Bento, outra opção para quem curte um bom café e gosta de um docinho é a…

Casa Mathilde

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Essa é uma doceria portuguesa de excelente qualidade e tem grande variedade de doces. 

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Aqui não tem os doces mais baratos de São Paulo, mas os preços não chegam a ser exorbitantes. Já fiz um post só para essa doceria.

+ Comer em São Paulo: Casa Mathilde

Saindo da Doçaria seguimos pela São Bento e, a poucos passos dali está o…

 Edifício Martinelli

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Construído em 1929, na época esse edifício foi considerado o maior arranha-céu da América do Sul. Com 24 andares, o Martinelli foi considerado o primeiro edifício de São Paulo; até então, só havia na cidade edifício de, no máximo, 5 andares. Mas em 1947, com a construção do prédio do Banespa, o Martinelli perdeu status de maior edifício da cidade. Mas eu ainda prefiro o Martinelli, além de grande, esse prédio é muito bonito. Imagino que para a época ele era considerado luxuosíssimo!

Continuando pela rua Líbero Badaró, chegamos à…

Praça Patriarca

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Essa Praça é simples e pequena, mas fica num ponto estratégico do centro. Se ficarmos ao lado da árvore, de frente para o monumento da foto acima, temos à nossa esquerda a direção do Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da USP; atrás, acesso ao CCBB, do qual já tratamos na parte I deste city tour virtual narrativo; ao sudoeste, está a Praça da Sé, também já contemplada na parte I; ao sudeste; está o Mosteiro São Bento; em frente, e é para lá que vamos, está o…

Viaduto do Chá

Viaduto do Chá Imagem deste link

A construção do Viaduto do Chá foi iniciada em 1877 e concluída em 1938. A finalidade da obra era, e ainda o é, fazer a ligação entre a Rua Direita, que dá acesso ao centro histórico, e a Rua Barão de Itapetininga.

Voltando ao nosso city tour, logo no começo do viaduto, à esquerda está o prédio da Prefeitura da cidade. Seguindo adiante, temos que fazer uma parada para contemplar o…

Vale do Anhangabaú

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Palco de shows, manifestações políticas e outras aglomerações humanas, o Vale do Anhangabaú tem paisagens lindas. Como todo o centro, deveria ser conhecido, visitado e cuidado.

Voltando as vistas para nossa direção, atravessamos o Viaduto do Chá e nos deparamos com o…

Teatro Municipal

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Novamente, Ramos de Azevedo foi o responsável por essa construção, que tem um estilo arquitetônico mesclado entre clássico e renascença greco-romana.

O Teatro Municipal foi inaugurado em 12 de setembro de 1911, com a ópera Hamlet de Ambrósio Thomas. De lá para cá vários artistas famosos já se apresentaram nesse espaço, como: cantores líricos: Enrico Caruso e Maria Callas; bailarinas: Isadora Duncan e Anna Pavlowa; dançarinos: Nijinski e Baryshnikov; atrizes: Itália Fausta e Clara Della Guardia; músicos: Ravi Shankar e Duke Ellington. Que luxo!

+ Conhecer São Paulo: Teatro Municipal

Além de representar o que todo teatro municipal representa numa cidade, um espaço de cultura erudita, o Teatro Municipal de São Paulo também tem outra simbologia: a modernidade, a autonomia na produção artística. Ele foi o palco da Semana de Arte Moderna de 1922.

Não sei se o que eu vou dizer é comum a todos os teatros municipais, mas o de São Paulo é mais bonito por dentro do que por fora.

Teatro Municipal

Teatro Municipal2Imagens deste link

Só não falo mais bem dele porque ele não foi o espaço lírico que mais me emocionou. Enquanto eu não vir outra montagem de minha ópera (a Carmen, de Bizet) em outro espaço, fico com o teatro Colón (vejam Diário de Buenos Aires, edição especial).

De volta ao city tour, saindo do Teatro Municipal, logo atrás dele há um espaço novo, inaugurado no fim de 2012:

Praça das Artes

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Essa construção branca da imagem abaixo é o Conservatório Musical, que agora faz parte desse complexo.

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A Praça das Artes ocupa uma área entre a Av. São João, a rua Conselheiro Crispiniano e o Vale do Anhangabaú. É quase um quadrilátero! Nesse amplo espaço, foram reunidas as sedes das seguintes instituições municipais: a Escola de Dança de São Paulo, o Conservatório Dramático e Musical, a Orquestra Sinfônica Municipal, a Orquestra Experimental, o Coral Lírico, o Coral Paulistano e o Balé da Cidade. Para finalizar o “eruditismo”, o espaço é administrado pela Fundação Theatro Municipal.

Embora eu tenha assistido à ópera que inaugurou a Praça das Artes (a ópera Orpheu), não posso falar muito desse espaço, porque quando fui, as instalações ainda não estavam finalizadas. Preciso voltar. Porém, já posso elogiar a iniciativa de dedicar um amplo espaço como esse à cultura erudita. Outro aspecto que, ao meu ver, merece elogio é a mescla de estilos arquitetônicos.

Bem, minha intenção era fazer um city tour virtual narrativo pelo centro histórico em apenas dois posts,  mas já está muito longo e ainda falta bastante coisa para ver. Teremos um terceiro.

Muito +

Veja toda a série São Paulo que Vale a Pena

Veja a série Comer em São Paulo

Veja também o álbum fotográfico do Centro Histórico

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