Viva México, n.2: Teotihuacan e as pirâmides

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Não, o povo de Teotihuacan não são os astecas. E nem os maias. São os teotihuacanos. As pirâmides que eles construíram nada têm a ver com as pirâmides do Egito. Isso posto, vamos explorar Teotihuacan.

Por volta de 2400 anos atrás, o vale de Teotihuacan era ocupado por aldeias com, mais ou menos 5000 habitantes. O principal elemento do governo foi a religião. Os sacerdotes controlavam todo esse vale e também os vales vizinhos a Cuenca de México.

Durante seu apogeu (450-650 d.C.), a cidade ocupou uma área de 23km e alcançou 175 mil habitantes, o que trouxe grande desenvolvimento econômico, artístico e científico para a região. Esse crescimento também resultou em grandes desigualdades econômicas. Acho que o resultado não poderia ser diferente, né?

A cidade cresceu por 900 anos e teve sua queda por volta de 700 e 750 d.C. Os habitantes abandonaram a cidade. Depois deles vieram os toltecas e os mexicas ou astecas (voltem ao Viva México, n.1 para relembrarem), que ficaram impressionados com o desenvolvimento dos teotihuacanos. Os toltecas e os mexicas ou astecas consideraram a cidade sagrada e ocuparam algumas áreas. Não se sabe como os habitantes da cidade a denominavam; o nome “Teotihuacan” foi dado pelos mexicas ou astecas.

Pronto, contexto histórico apresentado, agora vamos à exploração do terreno.

Logo na entrada do sítio arqueológico nos deparamos com o…

Templo da Serpente Emplumada

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 Esse templo, também conhecido como templo de Quetzalcoatl, foi construído entre 150 a 200 d.C. e dedicado ao deus da chuva, o Tlaloc.

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A representação da serpente emplumada já vimos de perto no Museu de Antropologia. Se já se esqueceram, refresquem a memória.

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A serpente emplumada é a representação do deus da chuva, Tláloc. Assim, essa pirâmide em formato de altar era um lugar de muitos rituais e sacrifício ao deus. Foram encontrados no interior dela, restos mortais de mais de 250 pessoas.

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Dentre as que restaram, essa é a pirâmide mais ornamentada com esculturas. Vocês hão de se lembrar que no post sobre os sítios arqueológicos de Machu Picchu vimos imagens bem parecidas com essa acima, não é? Sei que já esqueceram, é melhor relembrarem aqui.

Saindo desse templo, seguimos um longo caminho até as pirâmides principais. O nome do caminho, ou calçada, assusta um pouco:

Calzada de los Muertos

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Esse nome foi dado pelos mexicas, ou astecas, que viveram na região central do México muito tempo depois de os teotihuacanos terem abandonado o local. Esse era o eixo principal da cidade. Os templos e palácios que circundavam a Calzada de los Muertos eram político-administrativos ou cívico-religiosos. As classes mais altas viviam em residências nos arredores e a população em geral viviam distante daqui.

A próxima pirâmide se aproxima…

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Enfim, cheguei à Pirâmide do Sol.  A edificação dessa pirâmide durou do ano 1 ao 100 d. C. Sua base mede 225m de cada lado. A escadaria principal tem 248 degraus e 5 patamares que se elevam 65m até a plataforma onde, no passado, havia um templo.

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Ui! será que terei coragem de subir até o topo? Pensem na combinação: sol + altitude (+ de 2200m) + degraus íngremes + criatura asmática… Será que dá certo? Deu.

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Posso parecer metida, mas a subida foi menos árdua do que eu havia imaginado. Vejam ao longe a Pirâmide da Lua

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Vejam um pouco das paisagens a partir das alturas.

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Depois de descer tudo aquilo, meu próximo alvo não podia ser outro que não a Pirâmide da Lua.

Continuei pela Calçada dos Mortos, até que vi isso:

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Esse mural foi descoberto em 1963. A imagem é de um puma, animal sagrado na cultura da época.

Enfim, cheguei à Pirâmide da Lua.

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Essa é a mais antiga e a mais importante das pirâmides. Escavações arqueológicas revelaram vários locais de sepultamento no interior dela com vítimas de sacrifícios e oferendas bem requintadinhas.

Depois de subir toda a outra pirâmide, essa foi menos árdua porque só é permitido subir até a metade dela. Mas os degraus dessa são altíssimo, quase da altura de meu joelho.

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Vejam a vista da Pirâmide do Sol a partir da Pirâmide da Lua.

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Há outros altares próximos à essa pirâmide. Vejam!

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 Próximo daqui, há o…

Palácio de Quetzalpapalotl

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 Aqui era uma área residencial para sacerdotes e governantes que realizavam culto nos templos associados à Pirâmide da Lua.

 Aqui estão as pinturas mais importantes do sítio arqueológico. Vejam na imagem abaixo que ainda há pintura original nas paredes.

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No Pátio dos pilares, tudo está bem conservado.

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Vejam detalhe de um dos pilares:

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 Vejam mais uma pintura, dessa vez é a um de jaguar.

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 Na pintura da imagem abaixo há uma procissão de aves verdes.

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A imagem abaixo é uma visão geral das ruínas habitacionais.

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Uau! Tudo é muito impressionante! Mais um passeio imperdível para quem visita a Cidade do México. Por falar nissso:

Como chegar a Teotihuacan

Para ir a Teotihuacan é muito fácil e barato. Basta que você pegue o metrô e desça na estação Autobuses del Norte, onde, ao lado, está o terminal de ônibus Autobuses del Norte. Vá até a Sala/Gate 8 e compre as passagens (84 pesos ida e volta ~ 17 reais). O trajeto dura por volta de 1h e o valor do ingresso é 59 pesos (~ 10 reais). Outra opção é contratar uma agência de viagem. Uma que me foi muito recomendada é a Wayac.

Rapidinhas

O povo de Teotihuacan sacrificavam muitas crianças em oferenda aos deuses. Sei que isso parece absurdo, mas, se investigarmos veremos que muitas religiões faziam isso.

Muito +

Veja o álbum fotográfico de Teotihuacan

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