Você sabia?, n.24: origem do dia das mães

0 Flares 0 Flares ×

Você sabia qual é a origem do dia das mães?

Como sempre, convido você a um passeio pela história. Valorizamos mais as coisas quando conhecemos a trajetória delas na história. Bora lá!

Como não poderia deixar de ser, retrocedemos à Grécia Antiga e às festividades pagãs. Nessa época, a entrada da primavera era festejada em honra à mãe dos deuses, Rhea. Quais deuses? De muitos, mas o mais famoso deles é Zeus ou Júpiter, para os romanos.

Paralelamente, os romanos homenageavam Cibele, a mãe dos deuses para os romanos. Aqui, as festividades também eram realizadas às vésperas da primavera e duravam uns e três dias.

Passados alguns séculos, na Inglaterra do século XVII, o quarto domingo da quaresma passou a ser dedicado às mães dos operários ingleses, o mothering day (domingo da mãe). Nesse período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões, um regime de servidão mesmo. Assim, no domingo da mãe, os servos tinham um dia de folga e regressavam à casa para passar esse dia com a mãe.

Em outros Você Sabia? vimos que o cristianismo transformava as festividades pagãs em homenagem a santos ou cultos católicos (não lembra? então veja os Você Sabia? indicados no final deste post). Como o cristianismo foi se espalhando pela Europa, começou uma homenagem à Igreja Mãe, símbolo da força espiritual que dava vida e protegia do mal. Amém! Com o passar do tempo a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do domingo da mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja. Assim, como “evolução natural”, a  homenagem passou a ser a Virgem Maria, a mãe de Jesus.

Já no Novo Mundo, também há outras origens para comemoração da data. Em 1872, a escritora norte-americana Julia Ward Howe sugeriu a criação de uma data para celebrar o dia das mães. Contudo, ainda nos Estados Unidos, a americana Ana Jarvis iniciou uma campanha para instituir o dia das mães. Suas razões eram bem comoventes. Em 1904, Ana entrou em depressão após perder a mãe. Suas amigas fizeram uma festas para perpetuar a memória da mãe de Ana. Esta quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, como um ato de lembrança e homenagem ao mesmo tempo.

Enquanto não conseguia oficializar a data, Anna enviou 500 cravos brancos para a igreja que frequentava na primeira missa dedicada às mães. Para Anna, o cravo representava bem o que queria homenagear: a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Pela mesma motivação e durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja. 

cravo

Imagem deste link

Os esforços de Ana tiveram frutos. Em 1910, o estado de  Virgínia Ocidental incorporou o dia das mães ao calendário de datas comemorativas. Aos poucos, outros estados norte-americanos também aderiram à comemoração. Em 1914, depois de muita insistência de Ana, o presidente Woodrow Wilson (1913-1921) unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo o segundo domingo de maio, data sugestão de Ana, como a data para comemorar o dia das mães. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.

Como tudo vira capital, não demorou para que o dia das mães caísse nas graças do comércio. Furiosa, Ana Jarvis proferiu: “Não criei o dia das mães para ter lucro”. Mas assim o foi, apesar da vontade dela. Até os cravos brancos, que haviam se tornado símbolo da maternidade, passaram a ser comercializados.

No Brasil, o dia das mães tornou-se oficial em 1932 com um decreto de Getúlio Vargas, que manteve o segundo domingo de maio consagrado às mães, “em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para o seu aperfeiçoamento, no sentido da solidariedade humana”.

Muito +

Veja toda a série Você sabia?