Você sabia?, n.28: origem do perfume

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Você sabia qual é a origem do perfume?

Alguns dizem que já existia perfume no ano 5000 a.C.; outros afirmam que a orgiem do perfume remete ao ano de 2000 a.C., no Egito antigo. Porém, é ponto pacífico que os povos antigos usavam aromas para  executarem rituais de contacto com os deuses e também como forma de espantar espíritos malignos.

Compreendemos melhor o uso que os antigos faziam do perfume ao estudarmos a origem da palavra que deriva do latim per fumum, que significa através do fumo.

Assim, os povos antigos usavam o fumo da combustão de madeiras, ervas e especiarias para, como era costume dessa época, executarem rituais de contato com os deuses e também como forma de espantar espíritos malignos. Usava-se desde o sândalo, a mirra, o incenso e a canela, até ao cálamo e ao cedro do Líbano. Em cerimônias religiosas era normal fazer-se a queima de plantas raras pois acreditava-se que o fumo ascendia aos céus e chamava a atenção aos deuses. 

Na verdade, vários povos contribuíram para o desenvolvimento do perfume como o conhecemos hoje: os egípcios, os indianos, os romanos, os gregos, os persas… Com tanta contribuição, vários processos foram utilizados no preparo e diversificação de aromas, resultando numa alquimia que nos provoca vários estados de espírito: enlevamento, relaxamento, ânimo, languidez e até mesmo dor de cabeça. É curioso pensar que a mistura de óleo, álcool e essências pode desencadear tantas sensações diferentes.

Voltemos à história. 

No Egito, os perfumes eram fabricados pelos sacerdotes dos templos, de forma artesanal. Inicialmente, o perfume era usado em deuses e defuntos, com o passar do tempo, os faraós e alguns membros da corte também passaram a usá-lo também. Vimos no Você Sabia? n.20 que Cleópatra já usava batom mesmo quando ele não era tão popular como atualmente. Sabiam que ela também já tinha hábito de usar perfume? Ela costumava perfumar os pés com um líquido preparado com extractos de amêndoa, canela, flores de laranjeira e mel e costumava untar as mãos com um óleo feito de rosas e violetas. Após algum tempo, a utilização do perfume foi difundida no país e muitos tiveram a possibilidade de aromatizar o ambiente árido e quente do deserto.

 Os gregos inovaram criando uma técnica própria de perfumaria: mergulhavam flores e ervas em óleo e em vinho; desse jeito, descobriram, talvez sem querer, a arte de macerar para extrair os aromas.

A contribuição dos romanos foi na diversificação das essências e das situações de uso do perfume. Os romanos res possuíam escravos para os massajarem e untarem com essas essências.

Na Pérsia, um químico e um médico introduziram o método de extração de óleos aromático de flores por meio da destilação (sistema utilizado até hoje) no processo de fabricação de perfume. Não só a tecnologia utilizada na destilação como a mistura das ervas e flores com o óleo (resultando num aroma mais forte) foram muito utilizadas e causaram avanços e foram de grande influência na perfumaria e na química do Ocidente.

A busca por cheirinhos bons também causou muitos problemas, como o causado pela primeira greve da história. Já vou contar. Em 1330 a.C., o faraó Seti I liderou soldados organizando uma greve porque sabia da necessidade das essências refrescantes na região. Assim, pararam o fornecimento dos unguentos aromáticos. Em 1300 a.C., peões de Tebas também revoltaram-se contra a escassez de unguentos e somente foram contidos pelo faraó Ramsés II.

Os cristãos também renderam ao perfume. Todos devem se lembrar que uma das oferendas que os Reis Magos deram ao menino Jesus foi o incenso.

Contudo, o uso do perfume se popularizou e virou moda apenas durante o Renascimento italiano, a partir de então desenvolveu-se a indústria da perfumaria – uma das mais produtivas do mundo nos dias de hoje -, pois os bálsamos e as loções passaram a ser produtos indispensáveis para as pessoas mais ricas..

Apenas no final do século XVIII que o perfume começou a ser associado à sedução. No século XIX –  e nesse momento, a supremacia foi dos franceses – o perfume passou a ser quase um acessório de moda, associação que se mantém até aos dias de hoje. 

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Você pode até não saber se autodefinir, mas com certeza sabe qual tipo de fragrância prefere. Curioso, não? Muitos acreditam que a fragrância de um perfume está diretamente relacionada à personalidade da pessoa. Não sei… há muitos tipos de pessoa e poucos aromas; vamos a eles: cítricos florais, florais aldeídos, fougère, Chipre, florais, orientais florais, couros secos, aldeídos florais e aromáticos secos e frutados.

Também tem aquela história das notas, que a maioria dos mortais não sabe identificar (notas de saída (ex.: limão), notas de coração (ex.: flores) e notas de fundo (ex: madeiras))…. Essas notas tem a ver com a fixação (duração) do perfume na pele e dependem da  a concentração das matérias primas utilizadas na preparação. Por isso que, além dos aromas, temos também que entender um pouco dessa classificação, que está associada a esta outra: eau de cologne, eau de toilette, eau de parfum, parfum… Haja cabeça para entender a diferença entre essas coisas todas. 

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